O protagonismo, a perseguição e a cassação de Marina São Paulo de Vasconcellos durante a ditadura civil-militar na UFRJ
Palavras-chave:
ditadura civil-militar, universidade, protagonismo feminino., memória institucionalResumo
Este artigo analisa o protagonismo de Marina São Paulo de Vasconcellos como a primeira e única mulher catedrática em Antropologia da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil (UB), atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de sua trajetória como professora na instituição, destaca-se sua atuação para a consolidação da Antropologia como ciência autônoma e sua gestão como diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ até ser impactada pelo autoritarismo e a violência da ditadura civil-militar no país, que além de persegui-la, aposentá-la compulsoriamente e prendê-la, a impediu de exercer o magistério no local que a formou. Por fim, foi desenvolvida a ideia de como seu legado permanece nos lugares de memória e nas memórias de várias gerações de cientistas sociais e historiadores dentro e fora da Universidade.
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