Capital, relações de trabalho e opressões:
reflexões sobre as experiências de trabalhadoras têxteis na ditadura chilena (1973-1990).
Palavras-chave:
Ditadura, Neoliberalismo, Mundos do trabalho, Indústria Têxtil, Relações de gêneroResumo
No Chile, a crise orgânica do capitalismo produzida na década de 1970 repercutiu em forma de um violento golpe de Estado, que criou as condições para a implantação das políticas neoliberais, produzindo novas tendências no sentido de comprimir e desestabilizar as condições de vida, especialmente, da classe trabalhadora, ampliando as contradições entre relações de produção capitalista e reprodução dos meios de vida. O presente artigo trata dos impactos das transformações nas relações de trabalho e gênero no Chile durante a ditadura civil-militar a partir da análise do setor têxtil chileno, em especial, das experiências de trabalhadoras das fábricas Sumar e Yarur. As mudanças impactaram fortemente o setor têxtil e as relações de trabalho, atingindo diversamente trabalhadoras e trabalhadores têxteis. Assim, partindo de uma compreensão sistêmica e unitária das relações de opressão e exploração no capitalismo, busca-se pensar as dinâmicas do trabalho têxtil e os processos de reprodução e renovação das relações hierárquicas e opressivas.
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