Arquiteta, pesquisadora e militante: registros da trajetória política de Mayumi Watanabe de Souza Lima
Palavras-chave:
arquitetura, política, serviço público, regime militarResumo
Este artigo aborda a trajetória política da arquiteta Mayumi Watanabe de Souza Lima, que resistiu às adversidades do regime militar, enquanto desempenhava seu trabalho como arquiteta, servidora pública e docente universitária. Buscamos compreender seu vínculo com debates políticos através da integração entre compromisso social e arquitetura, pensamento que a acompanhou desde os anos iniciais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo. O Golpe Militar de 1964 deu início a perseguição, que culminou na sua prisão junto com o marido, o arquiteto Sérgio Pereira de Souza Lima, promoveu interrupções e dificultou suas atividades profissionais, sobretudo a docência, mas sem inviabilizar a sua atuação em órgãos públicos, escritórios e empresas privadas. Com a redemocratização do país e o retorno da esperança de um futuro melhor, a arquiteta manteve suas convicções políticas e pôde desenvolver trabalhos na Prefeitura da cidade de São Paulo, sem nunca abandonar as atividades de pesquisa e docência.
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