Narrativas testemunhais como conteúdo formativo na educação para o “Nunca mais”: a experiência de Sílvia Montarroyos com a ditadura civil-militar (1964-1985)

Autores

Palavras-chave:

autoritarismo, ditadura civil-militar, direitos humanos, história das mulheres, narrativas testemunhais

Resumo

Mais de 50 anos após o golpe de 1964, parte da sociedade brasileira ainda considera o autoritarismo como resultado de uma revolução democrática necessária. Frente a narrativas que silenciam as dores de sobreviventes e familiares de desaparecidos, este estudo recorre ao testemunho de Sílvia Montarroyos, sobrevivente de perseguição política e internamento manicomial durante a ditadura civil-militar, para revelar os horrores da ditadura civil-militar. A intenção é analisar como a narrativa testemunhal de Sílvia Montarroyos contribui para a preservação da memória histórica, não apenas expondo traumas, mas também apresentando uma perspectiva poética para discutir autoritarismo e as relações entre passado e presente.

Biografia do Autor

Raylane Andreza Dias Navarro Barreto, Universidade Federal de Pernambuco

Doutorou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e fez o pós-doutoramento na Universidade de Lisboa, ambos na área de História da Educação. Atualmente é professora do Centro de Educação e do Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Lidera o Grupo de estudos e pesquisa Interdisciplinar em Formação Humana, Representações e Identidades. (GEPIFHRI) e é membro pesquisador do Grupo Historiar - Pesquisa, Ensino e Extensão em História da Educação da UFMG e do Grupo de Pesquisa Interinstitucional Educação de Mulheres no Brasil da UFRN/UERJ.

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Publicado

2025-12-29