Narrativas testemunhais como conteúdo formativo na educação para o “Nunca mais”: a experiência de Sílvia Montarroyos com a ditadura civil-militar (1964-1985)
Palavras-chave:
autoritarismo, ditadura civil-militar, direitos humanos, história das mulheres, narrativas testemunhaisResumo
Mais de 50 anos após o golpe de 1964, parte da sociedade brasileira ainda considera o autoritarismo como resultado de uma revolução democrática necessária. Frente a narrativas que silenciam as dores de sobreviventes e familiares de desaparecidos, este estudo recorre ao testemunho de Sílvia Montarroyos, sobrevivente de perseguição política e internamento manicomial durante a ditadura civil-militar, para revelar os horrores da ditadura civil-militar. A intenção é analisar como a narrativa testemunhal de Sílvia Montarroyos contribui para a preservação da memória histórica, não apenas expondo traumas, mas também apresentando uma perspectiva poética para discutir autoritarismo e as relações entre passado e presente.
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